Lançamento do livro "ENTRE PEDRAS" de João Leonardo

Publicado por:Miguel Mealha

Data de Publicação25 novembro 2015, quarta-feira

Lançamento do livro "ENTRE PEDRAS" de João Leonardo
Na Megastore Alvalade
SABADO 28 NOVEMBRO 2015
17H00


"ENTRE PEDRAS"
É o título do livro, de João Leonardo, natural de Gouveia, um livro com vivências na localidade Fatela
do concelho do Fundão.

A aldeia de Fatela

Ao que parece é palavra árabe e significa vitória de Alá.

Os árabes invadiram a Península Ibérica em 711 da nossa Era, destruíram a Covilhã e bateram-se possivelmente
aqui; daí talvez a palavra.

As gentes da região chamavam-lhe Covilhã-Velha, o que representa um atestado de alta antiguidade uma vez
que a Covilhã, que todos conhecem, vai além do século VII d.C.

Segundo a tradição, a Covilhã-Velha foi construída em tempos imemoriais por artífices que, como todos,
ao anoitecer, descansavam e dormiam. 

Mas, durante a noite, a ferramenta sumia-se, para aparecer, na manhã seguinte, na Covilhã. 

E isto, uma, duas e tantas vezes, que desanimaram abandonando a obra.

(“Subsídios para uma Monografia da Fatela”, de João Rocha Cheira, ed. 1980



Nasce a 5 de Outubro de 1955, em Gouveia - Guarda, e a vida vai desenrolar-se por diversos mundos - Angola, Lisboa e Santarém, etc. Depois da formação académica, e de alguma ligação às questões jurídico-laborais, a vida profissiona prossegue ligada aos Sistemas de Informação, até 2014; escolhendo sempre a resposta a novos desafios,foi, por isso, desempenhando, em entidades diversas, as funções inerentes à informática de gestão, às de consultor e de direcção; hoje frequenta o Curso Avançado de Fotografiano Ar.co, enquanto se empenha em projectos nos quais deseja, e onde possa, “falar” pela fotografia

O primeiro contacto com a Fotografia,aos 12 anos, em ambiente de escola, e a forte atracção pela imagem haviam de o conduzir, cedo, ao autodidactismo - aos 18 anos pede aos antigos professores o já velhinho ampliador de ferro e instala um “problemático” laboratório em casa - volta, assim, a “esperar” pelas imagens que, de novo, irrompem pelo papel. Com o primeiro emprego “a sério”, também os primeiros ordenados se destinam a um ano de formação no IPF. Entretanto, a vida profissionale familiar hão-de colocar a Fotografiano seu lugar “comum” - ler e fotografar para dentro.

Em 2002, casa a vida com outra fotógrafa, reiniciando a actividade fotográfica numa atitude mais atenta e crítica; a publicação em sites, as acções de formação que ministra, a intervenção associativa, os novos amigos que, através da Fotografia,vão “chegando” sem pedir licença, as exposições colectivas e individuais recolocam a Fotografiano plano da paixão, da reaprendizagem, da atitude perante o que o rodeia - as fotografis como linguagem na identificaçãoe escolha de caminhos. 

Costuma dizer que vai juntando imagens no caminho, pelo prazer de olhar e ir ali contar; procura as estórias conversadas com gentes e os seus arredores, convertendo a preto e branco, e, se possível, pintando com humor e em ‘close-up’. Se a vida permitir o resto será assim; e acrescenta ”... há tanto para fazer!”.

Miguel Mealha - Colorfoto
Miguel Mealha - Colorfoto

 

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